Em uma pesquisa de opinião, realizada na Inglaterra, em 2001, 38% dos entrevistados declararam que não eram religiosos. Outras pesquisas demonstram que aproximadamente a metade desses “não-religiosos” iria mais além e diria que é ateísta.
Para algumas pessoas, o ateísmo parece algo estimulante e agradável. Afinal de contas, se Deus não existe, não há necessidade de nos inquietarmos a respeito de padrões de comportamento e de moralidade. Somos totalmente livres para “fazer o que desejamos”.
E, o melhor de tudo, quando morrermos, não teremos de responder perguntas desagradáveis ou nos depararmos com a possibilidade de sermos punidos por aquilo que pensamos, falamos ou fizemos. Isso parece maravilhoso!
Mas, com certeza, o mais importante não é calcularmos os benefícios aparentes do ateísmo, e sim perguntarmos: o ateísmo é verdadeiro?
Tenho passado vários anos estudando esta pergunta e cheguei à conclusão de que não é possível que o ateísmo seja verdadeiro. O ateísmo suscita muitos problemas. Pretendo descrever alguns desses problemas.
Realmente imenso
Citando Douglas Adams: “O espaço é imenso, realmente imenso. Você não pode acreditar em quão terrivelmente imenso é o espaço. Quero dizer: você pode imaginar que o espaço é semelhante àquele longo caminho que o leva ao consultório do dentista, mas isso é apenas um amendoim em comparação ao espaço”.
O autor de “O Guia do Viajante da Galáxia” (The Hitchhiker’s Guide to the Galaxy) estava correto. Tente contemplar as estrelas em qualquer noite de céu limpo e você perceberá o que estou dizendo. Se a terra fosse do tamanho de um ponto final neste artigo, a lua estaria distante 1 centímetro e meio; o sol se localizaria a 5,7 metros da terra, e a estrela mais próxima estaria a 1618 quilômetros.
Nós ainda estaríamos a uma distância de 37.619.000 quilômetros da Via Láctea e a 752.369.000 quilômetros da galáxia de Andrômeda. Esse universo terrivelmente imenso faz surgir perguntas inquietantes para o ateísta.
Como tudo veio a existir? Por que o universo é assim? De onde vêm as leis da natureza? Por que existem ordem e planejamento tão admiráveis no universo?
Falar sobre uma “Grande Explosão” não nos leva a lugar algum. De onde surgiu o material que supostamente teria causado a “explosão”? E como essa explosão foi capaz de produzir beleza, ordem e planejamento?
O mistério da vida
A existência da vida é um problema ainda maior para os ateístas. Um famoso erudito declarou que a idéia de a vida ter se originado por acaso é semelhante a obtermos um dicionário completo como resultado da explosão de uma gráfica!
Podemos realmente crer que... era uma vez um tempo remoto em que não havia nada; de repente, “alguma coisa” (uma partícula de poeira?) apareceu e produziu, por si mesma, toda a vida? A complexa “linguagem dos genes” (o código genético) criou-se a si mesma? Sistemas biológicos imensamente complexos, tal como o olho humano, apenas apareceram de alguma maneira? Isso é contar histórias infantis!
O milagre do homem
Os seres humanos são verdadeiramente admiráveis! Organizado em “fila única”, o DNA, em qualquer um de nós, se estenderia até ao sol e retornaria mais do que 100 vezes! Durante a sua vida média, o cérebro humano processa informações suficientes para encher a capacidade de 7.142.857.142.860.000 de disquetes de computador!
Podemos falar, pensar, contar, apreciar a beleza e construir relacionamentos pessoais. Temos o senso do que é correto e do que é errado. Fazemos perguntas tais como: “De onde eu vim? Por que estou aqui? Para onde estou indo?”
Acima de tudo, os seres humanos têm um instinto religioso profundamente arraigado em seu íntimo, um senso de que existe algo (ou alguém) maior do que nós mesmos. Essas coisas não podem ser ditas a respeito de qualquer outra criatura — tente pedir a um gato ou a um cachorro que leia esse artigo! Por que somos tão singulares?
Classe diferente
A resposta dos ateístas para a existência do universo, o mistério da vida e o milagre do ser humano é dizer que tudo isso veio à existência por acidente. Mas isso realmente não faz sentido.
Se nosso cérebro resulta de acidente, isso também ocorre com os nossos pensamentos. Por que devemos acreditar em qualquer coisa que eles nos dizem? Como podemos saber a verdade a respeito de alguma coisa?
Se todos os aspectos da vida resultam de acidente, por que devemos nos importar com nosso comportamento? Por que devemos nos esforçar para sermos decentes, honestos ou gentis? Por que devemos nos preocupar com os doentes, ajudar os necessitados ou consolar os que estão às portas da morte?
Se nós somos apenas filhos do acaso, meros acidentes da evolução, não existe motivo para reivindicarmos que temos mais dignidade do que os porcos, os mosquitos ou os sapos. No entanto, nós realmente temos dignidade! Por quê? O que nos coloca em uma classe diferente?
Criados por Deus
A resposta bíblica para essas perguntas é que o universo maravilhoso em que vivemos foi criado por Deus. Ele também criou o homem “à sua imagem”, distinto de todo o resto da criação, capaz de viver em um relacionamento pessoal com seu Criador.
Esse relacionamento foi arruinado pelo pecado, mas Deus, em sua grande misericórdia, veio ao mundo na pessoa do Senhor Jesus Cristo. Ele providenciou um meio pelo qual o relacionamento pode ser restaurado.
Muitas pessoas, na História, vieram a Jesus e creram nEle, comprovando assim que Deus restaurou seu relacionamento com elas. Peça a Deus que faça isso por você!
John Blanchard
domingo, 20 de dezembro de 2009
domingo, 6 de dezembro de 2009
Um Novo Coração
Você notará… Deus não tem prometido aperfeiçoar nossa natureza ou remendar nossos corações partidos. Não, sua promessa consiste em nos dar um novo coração e um espírito de retidão. A natureza humana está muito longe de ser apenas melhorada. Não é como uma casa que precisa de pequenos reparos, tais como substituir uma telha ou fazer um reboco no teto. Não, ela está completamente corrompida. Até seu alicerce está arruinado. Do teto ao alicerce, não há uma viga sequer que não tenha sido comida pelos cupins. Não existe mais solidez, está toda apodrecida e pronta para desabar. Deus não faz tentativas ou experimentos com o homem; Ele não escora as paredes com estacas ou pinta novamente as portas; não ornamenta e embeleza, mas determina que a velha casa seja completamente derrubada, e uma nova seja construída em seu lugar. Como já mencionei, isto é mais do que ser restaurada ou melhorada. Se apenas algumas peças estivessem em mau estado, poderiam ser consertadas. Se tão-somente uma ou duas engrenagens desta grande máquina chamada “humanidade” estivessem quebradas, o Criador colocaria tudo em ordem. Trocaria as peças quebradas, substituiria a roda danificada, e a máquina voltaria a trabalhar. Pelo contrário, os reparos são necessários por toda parte; não há sequer uma alavanca que não esteja quebrada ou eixo sem estragos; nenhuma das engrenagens funciona corretamente. A cabeça toda está doente e o coração completamente debilitado. Da sola dos pés à cabeça, a raça humana está toda infestada de chagas e feridas pútridas. Por isso, o Senhor, não pensa em apenas um simples reparo. Ele diz: “Dar-vos-ei coração novo e porei dentro de vós espírito novo; tirarei de vós o coração de pedra e vos darei coração de carne”.
Charles Haddon Spurgeon
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
A Malignidade do Pecado
Se a morte de Cristo foi aquilo que satisfez a Deus em favor de nossos pecados, existe uma infinita malignidade no pecado, visto que ele não pôde ser expiado de outro modo, senão por meio de uma satisfação infinita. Os tolos zombam do pecado, e existem poucas pessoas no mundo que se mostram verdadeiramente sensíveis a respeito de sua malignidade. No entanto, é certo que, se Deus exigisse de você a penalidade completa, os sofrimentos eternos não seriam capazes de expiar a malignidade que se encontra em um só pensamento pecaminoso. Talvez você pense que é muito severo o fato de que Deus sujeitaria as suas criaturas aos sofrimentos eternos por causa do pecado e nunca mais ficaria satisfeito com elas.
Quando, porém, você considerar bem a verdade de que o Ser contra o qual você peca é o Deus infinitamente bendito e meditar em como Ele agiu em relação aos anjos que caíram, você mudará de idéia. Oh! Que malignidade profunda existe no pecado! Se você deseja entender quão grave e horrível é o pecado, avalie seus próprios pensamentos, quer à luz da infinita santidade e excelência de Deus, que é ofendido pelo pecado; quer à luz dos sofrimentos de Cristo, que morreu para oferecer satisfação pelo pecado. Então, você obterá compreensões profundas a respeito da gravidade do pecado.
Se a morte de Cristo satisfez a Deus e, conseqüentemente, nos redimiu da maldição do pecado, a redenção de nossa alma é caríssima. As almas são preciosas e muito valiosas diante de Deus. “Sabendo que não foi mediante coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados do vosso fútil procedimento que vossos pais vos legaram, mas pelo precioso sangue, como de cordeiro sem defeito e sem mácula, o sangue de Cristo” (1 Pe 1.18-19). Somente o sangue de Deus é um equivalente para a redenção de nossa alma. Ouro e prata podem redimir-nos da servidão humana, mas não podem livrar-nos da prisão do inferno. Toda a criação não vale a redenção de uma única alma. As almas são muito preciosas; Aquele que pagou o preço da redenção delas pensou nisso. Mas os pecadores vendem por um valor muito baixo as suas próprias almas. Se a morte de Cristo satisfez a Deus no que diz respeito aos nossos pecados, quão incomparável é o amor de Deus para com pobres pecadores! Se Cristo, por meio de sua morte, consumou uma plena satisfação pelo pecado, Deus pode perdoar com segurança o maior dos pecadores que crer em Jesus.
John Flavel
Quando, porém, você considerar bem a verdade de que o Ser contra o qual você peca é o Deus infinitamente bendito e meditar em como Ele agiu em relação aos anjos que caíram, você mudará de idéia. Oh! Que malignidade profunda existe no pecado! Se você deseja entender quão grave e horrível é o pecado, avalie seus próprios pensamentos, quer à luz da infinita santidade e excelência de Deus, que é ofendido pelo pecado; quer à luz dos sofrimentos de Cristo, que morreu para oferecer satisfação pelo pecado. Então, você obterá compreensões profundas a respeito da gravidade do pecado.
Se a morte de Cristo satisfez a Deus e, conseqüentemente, nos redimiu da maldição do pecado, a redenção de nossa alma é caríssima. As almas são preciosas e muito valiosas diante de Deus. “Sabendo que não foi mediante coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados do vosso fútil procedimento que vossos pais vos legaram, mas pelo precioso sangue, como de cordeiro sem defeito e sem mácula, o sangue de Cristo” (1 Pe 1.18-19). Somente o sangue de Deus é um equivalente para a redenção de nossa alma. Ouro e prata podem redimir-nos da servidão humana, mas não podem livrar-nos da prisão do inferno. Toda a criação não vale a redenção de uma única alma. As almas são muito preciosas; Aquele que pagou o preço da redenção delas pensou nisso. Mas os pecadores vendem por um valor muito baixo as suas próprias almas. Se a morte de Cristo satisfez a Deus no que diz respeito aos nossos pecados, quão incomparável é o amor de Deus para com pobres pecadores! Se Cristo, por meio de sua morte, consumou uma plena satisfação pelo pecado, Deus pode perdoar com segurança o maior dos pecadores que crer em Jesus.
John Flavel
domingo, 29 de novembro de 2009
As Coisas Pequenas
Charles Haddon Spurgeon
Somos incapazes de realizar o mais humilde ato da vida cristã, se não recebemos de Deus o vigor do Espírito Santo. Com certeza, meus irmãos, é nestas COISAS PEQUENAS que geralmente percebemos, acima de tudo, a nossa fraqueza. Pedro foi capaz de andar sobre a água, mas não pôde suportar a acusação de uma criada. Jó suportou a perda de todas as coisas, porém as palavras censuradoras de seus falsos amigos (embora fossem apenas palavras) fizeram-no falar mais amargamente do que todas as outras aflições juntas. Jonas disse que tinha razão em ficar irado, até à morte, A RESPEITO DE UMA PLANTA.
Você não tem ouvido, com certa freqüência, que homens poderosos, sobreviventes de muitas batalhas, foram mortos por um acidente trivial? John Newton disse: “A graça de Deus é tão necessária para criar no crente a atitude correta diante da quebra de uma louça valiosa como diante da morte de um parente querido”. Estes pequenos vazamentos precisam dos mais cuidadosos tampões. Nas coisas pequenas, bem como nas coisas grandes, o justo tem de viver pela fé!
Crente, você não é suficiente para nada! Sem a graça de Deus, não pode fazer coisa alguma. Nossa força é fraqueza — fraqueza até para as coisas pequenas; fraqueza para as situações fáceis, bem como para as complexas; fraqueza nas gotas de tristeza, como também nos oceanos de aflição. Aprenda bem o que nosso Senhor disse aos seus discípulos: “Sem mim nada podeis fazer” (João 15.5).
Somos incapazes de realizar o mais humilde ato da vida cristã, se não recebemos de Deus o vigor do Espírito Santo. Com certeza, meus irmãos, é nestas COISAS PEQUENAS que geralmente percebemos, acima de tudo, a nossa fraqueza. Pedro foi capaz de andar sobre a água, mas não pôde suportar a acusação de uma criada. Jó suportou a perda de todas as coisas, porém as palavras censuradoras de seus falsos amigos (embora fossem apenas palavras) fizeram-no falar mais amargamente do que todas as outras aflições juntas. Jonas disse que tinha razão em ficar irado, até à morte, A RESPEITO DE UMA PLANTA.
Você não tem ouvido, com certa freqüência, que homens poderosos, sobreviventes de muitas batalhas, foram mortos por um acidente trivial? John Newton disse: “A graça de Deus é tão necessária para criar no crente a atitude correta diante da quebra de uma louça valiosa como diante da morte de um parente querido”. Estes pequenos vazamentos precisam dos mais cuidadosos tampões. Nas coisas pequenas, bem como nas coisas grandes, o justo tem de viver pela fé!
Crente, você não é suficiente para nada! Sem a graça de Deus, não pode fazer coisa alguma. Nossa força é fraqueza — fraqueza até para as coisas pequenas; fraqueza para as situações fáceis, bem como para as complexas; fraqueza nas gotas de tristeza, como também nos oceanos de aflição. Aprenda bem o que nosso Senhor disse aos seus discípulos: “Sem mim nada podeis fazer” (João 15.5).
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