sexta-feira, 29 de agosto de 2014

10 Marcas Distintivas da pregação de João Calvio

Steven Lawson. No livro João Calvino: amor à devoção, doutrina e glória de Deus (Editora Fiel), editado por Burk Parsons, há um capítulo intitulado O Pregador da Palavra de Deus, escrito por Steven Lawson. Aqui está um resumo desse capítulo, delineando o que Steven Lawson sugere ser as dez marcas distintivas da pregação de Calvino. 1. A pregação de Calvino era bíblica em seu conteúdo. “O reformador se manteve firme no principal fundamento da Reforma — sola Scriptura (somente a Escritura)… Calvino acreditava que o pregador não tinha nada a dizer além das Escrituras.” (pp. 96-97) 2. A pregação de Calvino seguia um padrão sequencial. “Durante o ministério de Calvino, o seu procedimento era pregar sistematicamente sobre livros inteiros da Bíblia… Na manhã dos domingos, Calvino pregava o Novo Testamento; à tarde, o Novo Testamento e os Salmos; e, em semanas alternadas, pregava o Antigo Testamento todas as manhãs da semana. Servindo-se desse método consecutivo, Calvino pregou quase todos os livros da Bíblia.” (pp. 97-98) 3. A pregação de Calvino era direta em sua mensagem. “Quando expunha as Escrituras, Calvino era notoriamente direto e centrado no ensino principal. Ele não iniciava sua mensagem com uma história cativante, uma citação estimulante ou uma anedota pessoal. Em vez disso, Calvino introduzia de imediato os seus ouvintes no texto bíblico. O foco da mensagem era sempre as Escrituras, e Calvino falava o que precisava ser dito com economia de palavras. Não havia frases desperdiçadas.” (p. 98) 4. A pregação de Calvino era extemporânea em seu apresentação. “Quando subia ao púlpito, ele não levava consigo um rascunho escrito ou esboço do sermão. O reformador fez uma escolha consciente de pregar extempore, ou seja, espontaneamente. Ele queria que seus sermões tivessem uma desenvoltura natural e cheia de paixão, enérgica e envolvente; acreditava que a pregação espontânea era mais conveniente para cumprir esses objetivos.” (p. 99) 5. A pregação de Calvino era exegética em sua abordagem. “Calvino insistia que as palavras da Escritura têm de ser interpretadas conforme o ambiente histórico específico, as línguas originais, as estruturas gramaticais e o contexto bíblico… Calvino insistiu no sensus literalis, o sentido literal do texto bíblico.” (p. 100) 6. A pregação de Calvino era acessível em sua simplicidade. “Como pregador, o principal objetivo de Calvino não era comunicar-se com outros teólogos, e sim alcançar as pessoas comuns, assentadas no banco… Ocasionalmente, Calvino explicaria mais cuidadosamente o significado de uma palavra, sem citar o grego ou o hebraico original. Todavia, Calvino não hesitava em usar a linguagem da Bíblia.” (p. 101-102) 7. A pregação de Calvino possuía um tom pastoral. “O reformador de Genebra nunca perdia de vista o fato de que ele era um pastor. Assim, ele aplicava calorosamente as Escrituras, com exortação amável a fim de pastorear o seu rebanho. Ele pregava com a intenção de estimular e encorajar suas ovelhas a seguirem a Palavra.” (p. 102) 8. A pregação de Calvino era polêmica em sua defesa da verdade. “Para Calvino, a pregação necessitava de uma defesa apologética da verdade. Ele acreditava que os pregadores tinham de resguardar a verdade; por isso, a exposição sistemática exigia a confrontação das mentiras do Diabo em todas as suas formas enganosas.” (p. 103) 9. A pregação de Calvino era cheia de paixão em seu alcance. “Em nossos dias, há uma noção errônea de que, por acreditar na predestinação, Calvino não era evangelístico. O mito persistente é que ele não tinha paixão por alcançar almas perdidas para trazê-las a Cristo. Nada pode estar mais distante da verdade. Calvino possuía uma grande paixão por alcançar as almas perdidas. Por essa razão, ele pregava o evangelho com uma persuasão que afetava o coração e com amor, apelava aos pecadores desgarrados a se renderem à misericórdia de Deus.” (p. 104) 10. A pregação de Calvino era doxológica em sua conclusão. “Todos os sermões de Calvino eram completamente teocêntricos, mas seus apelos conclusivos eram sinceros e amorosos. Ele não podia descer do púlpito sem exaltar o Senhor e instar seus ouvintes a se rederem à absolutamente supremacia dEle. Os ouvintes tinham de se humilhar sob a poderosa mão de Deus. Quando concluía, Calvino exortava regularmente sua congregação: ‘Prostremo-nos todos ante a majestade do nosso grande Deus’. Não importando o texto bíblico sobre o qual ele pregava, essas palavras demandavam uma submissão incondicional de seus ouvintes.” (p. 105) Fonte: 10 Distinguishing Marks of John Calvin’s Preaching Tradução: Felipe Sabino (agosto/2013)

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

John MacArthur
Ou não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem impuros, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas, nem ladrões, nem avarentos, nem bêbados, nem maldizentes, nem roubadores herdarão o reino de Deus. Tais fostes alguns de vós; mas vós vos lavastes, mas fostes santificados, mas fostes justificados em o nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus. (1 Coríntios 6.9–11) Tais fostes alguns de vós. A igreja de Corinto, como as igrejas de hoje, tinha ex-fornicadores, ex-adúlteros, ex-ladrões, e assim por diante. Embora muitos cristãos nunca foram culpados dos pecados particulares listados, todo cristão era impuro antes de ter sido salvo. Todo cristão é um ex-pecador. Cristo veio para o propósito de salvar pecadores (Mt 9.13). Essa é a grande verdade do cristianismo: nenhuma pessoa pecou de maneira tão profunda ou prolongada que não possa ser salva. “Onde abundou o pecado, superabundou a graça” (Rm 5.20). Mas alguns tinham deixado de ser assim por um tempo, e estavam voltando ao seu antigo comportamento. Paulo usa mas (alla, a mais forte partícula adversativa grega) três vezes para indicar o contraste da vida cristã com a vida mundana que ele tinha acabado de descrever. Mas vós vos lavastes, mas fostes santificados, mas fostes justificado. Não fazia diferença o que eles eram antes de serem salvos. Deus pode salvar um pecador de qualquer e todo pecado. Mas faz uma grande diferença o que um crente é após a salvação. Ele deve viver uma vida que corresponda à sua limpeza, sua santificação e sua justificação. Sua vida cristã deve ser pura, santa e justa. A nova vida produz e requer um novo tipo de vida. Lavados fala de nova vida, de regeneração. Jesus “nos salvou mediante o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo” (Tito 3.5). Regeneração é a obra de re-criação de Deus. “E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas” (2Co 5.17). “Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus” (Ef 2.10). Quando uma pessoa é lavada por Cristo, ela nasce de novo (João 3.3-8). Santificados fala de novo comportamento. Ser santificado é ser feito santo interiormente e ser capaz, no poder do Espírito, de viver exteriormente uma vida justa. Antes da pessoa ser salva ela não tem nenhuma natureza santa e nenhuma capacidade de viver de maneira santa. Mas em Cristo recebemos uma nova natureza e podemos viver o novo tipo de vida. O domínio total do pecado é destruído e substituído por uma vida de santidade. Mediante a sua pecaminosidade carnal os coríntios estavam interrompendo essa obra divina. Justificados fala de uma nova posição perante Deus. Em Cristo somos vestidos de Sua justiça e Deus vê em nós agora a justiça do Seu Filho, e não o nosso pecado. A justiça de Cristo é creditava em nossa conta (Rm 4.22–25). Somos declarados e, na nova natureza, feitos justos, santos, inocentes e sem culpa, pois Deus é “justo e justificador daquele que tem fé em Jesus” (Rm 3.26). Os crentes de Corinto tinham experimentado uma transformação em o nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus. O nome de Deus representa a sua vontade, o seu poder e a sua obra. Por causa da submissão voluntária de Cristo à vontade do Pai, sua morte na cruz em nosso favor, e sua ressurreição dentre os mortos, ele fez provisão para a nossa lavagem, santificação e justificação. Fonte: Sítio Grace to You Tradução: Felipe Sabino de Araújo Neto – janeiro/2012

Doutrina de Demônios

Vincent Cheung. O Espírito diz claramente que nos últimos tempos alguns abandonarão a fé e seguirão espíritos enganadores e doutrinas de demônios. (1 Timóteo 4.1) O Espírito Santo prediz apostasia. Muitos que alegam seguir a Jesus Cristo cessarão de se identificar com eles, ou mesmo que continuem a afirmar que são discípulos, mostrar-se-ão mentirosos. A Bíblia nos diz em outro lugar que se uma pessoa se afasta verdadeiramente do Cristianismo apostólico, então ela nunca foi um discípulo real em primeiro lugar. Isso porque, na verdadeira conversão, a natureza interior da pessoa é transformada de forma que ele naturalmente – isto é, como um efeito natural de sua nova natureza – crê e segue a Jesus Cristo com um coração sincero. Essa mudança de natureza é inteiramente um ato de Deus, que ele realiza na alma de alguém à parte do desejo ou decisão da pessoa, e que ele subsequentemente sustenta e faz crescer em força e santidade. A pessoa não convertida tem uma natureza má, e uma pessoa com uma natureza má não decidirá mudar sua natureza em uma boa, visto que não existe nenhum bem nele para fazer tal decisão. Existe uma auto-contradição na ideia que uma pessoa má pode decidir ser boa. E mesmo que estivesse disposto a fazer essa decisão, ele não tem nenhuma capacidade de transformar sua natureza de má para boa. A conversão é uma obra de Deus, e a obra de Deus permanece. Segue-se que as pessoas que se afastam do Senhor Jesus nunca foram seus seguidores verdadeiros. Elas nunca foram cristãs, e nunca foram salvas do pecado. O foco aqui está na manifestação da apostasia, ou num sinal de que ela ocorreu. Apostasia é um afastamento da “fé”. Tanto o contexto como o termo sugerem que Paulo refere-se a uma repudiação das doutrinas cristãs, e esse afastamento da verdade corresponde a ir em direção a “coisas ensinadas por demônios” (NIV). Estamos diante de duas ideias que tanto cristãos como não cristãos com frequência relutam em aceitar. Primeiro, a religião é doutrinária, e dessa forma intelectual. Segundo, a religião é espiritual, no fato de lidar com espíritos ou entidades espirituais. A religião é doutrinária e intelectual, e a verdadeira religião é uma questão de afirmar com a mente uma série de ensinos revelados por inspiração divina. É comum objetar que as doutrinas de muitas pessoas são totalmente ortodoxas, mas seus estilos de vida competem com os dos demônios. Sem dúvida eles não podem ser cristãos. Certamente não podem. Msa a denúncia erra pois nem de longe as doutrinas de muitas pessoas são ortodoxas, e mesmo quando são ortodoxas, seu assentimento a essas doutrinas é com frequência hipócrita, ou somente uma questão de aparência. As doutrinas cristãs demandam comportamento santo, de forma que o verdadeiro assentimento a uma doutrina obriga o comportamento que a doutrina demanda, e o comportamento demandado é produzido desde que o poder para executá-lo esteja presente. Esse poder é fornecido por Deus mediante o Espírito Santo naqueles que creem verdadeiramente. Dessa forma, a religião é doutrinária, o que significa que ela é intelectual, e isso por sua vez significa que há um aspecto objetivo que pode ser examinado, definido e proclamado. A religião é espiritual, e nesse contexto queremos dizer que ela tem a com ver espíritos, ou entidades espirituais. Paulo diz que “o Espírito”, ou o Espírito Santo de Deus, prediz apostasia da fé em termos expressos. O Espírito Santo é uma pessoa inteligente que poderia falar aos homens em palavras. Paulo também refere-se às doutrinas de demônios. Os demônios são espíritos maus que seduzem as pessoas, de forma que se afastam da verdade e seguem falsas doutrinas. Se os cristãos são ávidos em afirmar que a verdade nos foi revelada pelo Espírito Santo, embora muitos deles minimizem sua obra contínua no mundo, eles todavia raramente associam a disseminação de falsas doutrinas com o propósito e ação dos demônios. Existe a alegação que os demônios estão restritos em suas atividades devido ao triunfo de Jesus Cristo, quem, como Paulo escreve aos Colossenses, “despo[jou] os poderes e as autoridades” (Cl 2.15). Contudo, isso já tinha ocorrido quando os apóstolos encontraram franca oposição demoníaca como registrado nos Atos dos Apóstolos, e aqui ele diz a Timóteo que os demônios ainda estão ensinando falsas doutrinas a pessoas. Que Cristo desarmou todos os poderes das trevas significa que o seu povo escolhido foi livre do engano e da escravidão espiritual, da forma como proclamamos a sua vitória. Não significa que todos os traços de sua existência desapareceram. De fato, a Bíblia nos diz que o diabo ainda age como um leão rugindo, e algumas pessoas estão escravizadas por ele para fazer a sua vontade. Um ministro que é alérgico à realidade presente dos demônios é como um exterminador de pragas nauseento. Os demônios não se aposentaram, mas talvez ele devesse. Paulo lista duas coisas específicas que envolvem as doutrinas demoníacas: “Proíbem o casamento e o consumo de alimentos”. Como alguns escritores têm apontado, seria um anacronismo dizer que Paulo tinha o Gnosticismo em mente, o qual não chegou à maturidade até o segundo século. Contudo, é possível que ele esteja se referindo a algo semelhante, ou um precursor da heresia. Em todo caso, não é necessário averiguar o pano de fundo preciso, visto que a exposição de Paulo é suficiente para derivarmos a doutrina, mesmo sem o contexto histórico. Os falsos mestres ordenam que as pessoas se abstenham de certos alimentos, e o apóstolo ataca isso dizendo que “tudo o que Deus criou é bom” (1Tm 4.4), e é portanto apropriado para consumo se recebido com ação de graças. Ora, sou francamente contra a noção insana que tudo o que Paulo afirma é uma reação a uma falsa doutrina, prática ou tendência contrária em ou em torno dos seus leitores. Quando Paulo insta que os seus leitores amem uns aos outros, isso não significa necessariamente que os crentes têm um problema especial com a discórdia ou o ódio. É apenas um ensino geral que pode ser afirmado em todos os momentos. Assim, simplesmente porque Paulo ataca as falsas doutrinas com o lembrete que tudo o que Deus criou é bom não significa necessariamente que essas falsas doutrinas ensinavam que Deus não criou tudo, ou que algumas das coisas que ele criou não eram boas, ou que o corpo ou matéria física é inerentemente mau. É possível que as falsas doutrinas ensinem isso, mas o texto não diz isso, nem é uma implicação necessária do texto. Todavia, essas falsas doutrinas parecem surgir da ideia que a abstinência de coisas como casamento e certos alimentos ou é necessário para salvação, ou pelo menos requerido para uma elevação da espiritualidade. Poderia surpreender algumas pessoas que Paulo condene essas doutrinas com termos tão ásperos. Talvez eles suporiam que para uma doutrina ser chamada demoníaca, ela deve ser algo no nível de um chamado para assassinar os próprios pais para obter a vida eterna, ou queimar os filhos para obter o favor com Deus. Certamente, essas seriam doutrinas de demônios. Mas quando uma doutrina nos diz que há certa cerimônia ou alguma restrição que é alheia ao ensino apostólico, e que se for observada, nos aproximará de Deus, ou que se não for observada impedirá a nossa salvação, ela está colocando diante de nós alguém ou alguma coisa que não Jesus Cristo para governar a nossa consciência, quando esse é o direito exclusivo do nosso Senhor. Somente Deus tem a autoridade para definir para nós o que é fundamentalmente correto ou errado. Quando Satanás disse a Eva que, embora Deus tenha dito para não comer da árvore do conhecimento do bem e do mal, que ela deveria comer de qualquer forma, e que nenhum mal viria sobre ela como resultado, podemos chamar isso de uma doutrina demoníaca, visto que o próprio diabo estava falando com ela. Nessa ocasião, a doutrina persuadiu Eva a buscar liberdade contra uma restrição divina. Foi libertar sua consciência para agir contra um mandamento divino explícito. A rebelião generalizada contra proibições bíblicas explícitas, tanto na igreja como no mundo, testifica a eficácia dessa doutrina demoníaca. Mas o diabo pode seduzir os sentimentos religiosos de pessoas não convertidas de outras formas. Se nossa suposição estiver correta, aqui a doutrina demoníaca sugere que a fé simples em Cristo e o grato desfrute da criação de Deus não é suficiente. Antes, para alcançar certas alturas espirituais, uma pessoa deve observar certas cerimônias, considerar certos dias como especiais e santos, ou recusar apetites corporais naturais. Então ele será salvo. Então ele se tornará um crente de elite. Isso é uma doutrina demoníaca. Embora pareça advogar disciplina e uma atitude religiosa, ela é na verdade um desafio radical à autoridade de Deus e um ataque sobre o ensino do evangelho de Jesus Cristo. As táticas diferem da tentação de Satanás contra Eva, mas sua essência e resultado são os mesmos. As doutrinas de demônios permeiam algumas comunidades supostamente cristãs. Mesmo essa manifestação particular dela é difusa, isto é, doutrinas que subvertem a autoridade exclusiva do Senhor sobre a consciência, e as definições de certo e errado. Quando aparecem nas igrejas, essas doutrinas quase sempre afirmam a superioridade moral, e se apresentam como caminhos espiritualmente superiores para seguir a Deus. Para oferecer apenas um dos muitos exemplos possíveis, e um que esteja intimamente relacionado ao contexto da nossa passagem, há aqueles que advogam um vegetarianismo “cristão” sobre a base que isso é espiritual e moralmente superior. É impossível estabelecer isso sobre um fundamento bíblico. A questão não é se a doutrina tem ou não qualquer mérito, mas sim quão fortemente os crentes estão prontos para condená-las. De acordo com o apóstolo, não devemos considerá-la como excesso de piedade ou mero fanatismo, mas devemos declará-la como uma doutrina demoníaca. Quando um escritor produz um livro que promove essa posição, deveríamos reconhecer que um demônio o inspirou a escrevê-lo, ou pelo menos admitir que a doutrina é de origem demoníaca, ao invés de atribuí-la unicamente aos erros humanos mundanos. Quantos ministros diriam isso? Paulo escreve: “Se você transmitir essas instruções aos irmãos, será um bom ministro de Cristo Jesus” (v. 6). Muitos cristãos fariam pouco ou nada para combater tal doutrina, ou para denunciá-la em termos duros, porque não são bons ministros. Se um cristão deseja abater uma ovelha, ou dez, faça-o com confiança. Se um cristão quer comer uma vaca e toda a família da vaca, faça-o com ação de graças. E se isso te ofende, o problema não está na doutrina ou em mim, mas em você. Para os impuros, todas as coisas são impuras, não porque as coisas que Deus criou sejam em si mesmas impuras, mas porque a pessoa é impura, e não possui liberdade em Jesus Cristo. Mas para a pessoa cujo coração foi limpo pela fé, eu digo: “Mate e coma!”. Fonte: Reflections on First Timothy Tradução: Felipe Sabino de Araújo Neto